Nelson Rocha Augusto - Banco Ribeirão Preto

Exclusivo no Bit do Dia: Presidente do Banco Ribeirão Preto

Nelson Rocha Augusto - Banco Ribeirão PretoO mar aberto da incerta economia mundial tornou-se ainda mais turbulenta no outono brasileiro! De acordo com a avaliação de Nelson Rocha Augusto, presidente do Branco Ribeirão Preto, o ambiente econômico ao redor do globo piorou significativamente ao longo do mês de maio.

A super endividada Europa não conseguiu mais evitar uma contaminação direta dos seus problemas econômicos sobre o sistema financeiro de parte daquele continente e, consequentemente, de toda a economia planetária.

Tem havido fuga de capital, aumento no desemprego, desvalorização nas dívidas soberanas, queda no nível de atividades, perda de credibilidade na moeda, enfim, vários vetores apontando, ao mesmo tempo, para um cenário pior e um retroalimentando o outro.

Plano de Resgate Econômico

Para que a credibilidade fosse resgatada, Nelson Rocha Augusto sugere que seria fundamental que houvesse uma decisão rápida por parte da Alemanha – país com economia forte, grande, eficiente e pouco endividada – na direção de uma unificação fiscal.

Em outras palavras, Nelson Rocha Augusto afirma que a Alemanha precisa tornar-se de fato solidária nas dívidas dos países da zona do Euro, com regras claras de responsabilidade fiscal e na busca do equilíbrio macroeconômico para todos os países que permanecerem utilizando o Euro como moeda.

O problema todo reside no fato de que o custo deste caminho pode ser maior para a própria Alemanha do que “deixar explodir.” Vale lembrar que o cidadão alemão, segundo as pesquisas de opinião daquele país, não está disposto a pagar esta conta.

Com tudo isto, os agentes econômicos mundiais procuram “portos seguros” para alocar seus recursos. Houve então, uma importante valorização no Dólar em relação à praticamente todas as moedas, o que tira a potência da já tênue recuperação da economia americana. Os dados econômicos apresentados nos EUA, embora ainda positivos, vieram abaixo do esperado.

Preço das Commodities e Desaceleração

Nelson Rocha Augusto explica que com as expectativas piorando dia após dia, o preço das commodities, de uma maneira geral, caiu bastante ao longo deste período.

E mais, a China, forte dependente da importação de matérias primas, sem o motor das exportações a plena carga, vem desacelerando de forma mais rápida e poderá crescer neste ano menos do que 8%.

Banco Central do Brasil e a Posição Nacional

Segundo o presidente do Banco Ribeirão Preto, o Brasil não passa incólume por este ambiente internacional. Os termos de troca que sustentam o financiamento do déficit em transações correntes, estão piorando à uma velocidade elevada.

A política da expansão do consumo interno como instrumento de recuperação da atividade, mesmo com esforço fiscal, não deverá mostrar-se eficiente no longo prazo. O produto interno cresceu de forma medíocre no primeiro trimestre, 0,2%, e os indicadores de investimento privado estão piorando de maneira preocupante para o futuro.

O Banco Central brasileiro tem antecipado os movimentos e aproveitado a folga inflacionária para reduzir a taxa de juros básica da economia, uma antiga distorção do Brasil em relação aos outros países, movimento super importante, mas insuficiente.

Sem uma redução drástica dos gastos correntes, com recuperação da poupança pública, que abriria espaço para o crescimento do investimento e induziria o crescimento com desenvolvimento econômico sustentável, o futuro próximo da economia brasileira será, no mínimo, menos próspero.

E este foi o Bit exclusivo do Nelson Rocha para nós, no Bitdodia.com. Gostou?

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